Nadal pode (e vai) terminar esta época como número um mundial, mas esta foi a noite de Djokovic. Foi assim que os (excelentes) comentadores do Sky Sports (Boris Becker incluído) finalizaram uma semana intensa de emissões cheia de emoção e ténis de muito bom nível. É certo que este torneio, tal como os Masters ATP são incomparáveis a qualquer um dos Torneios Grand Slam. É certo que um encontro de ténis jogado em recinto fechado não é a mesma coisa que um onde a chuva, o vento podem sobrepor-se a tática previamente definida. E, principalmente, um encontro jogado em "melhor de 3 partidas" é incomparavelmente menos emotivo e equilibrado do que um confronto jogado em "melhor de 5 partidas".
Esta foi de facto a final desejada por todos os apaixonados do ténis. Frente a frente o número 1 do ranking masculino com o número 2 e detentor desta taça. Apesar disso, não foi uma daquelas finais que irá ser recordada daqui a alguns anos, principalmente por culpa do espanhol, que esteve longe do seu melhor nível. Com um serviço pouco eficaz e 4 duplas faltas contra zero do sérvio, foi a direita que verdadeiramente atraiçoou Nadal esta noite. A pancada que o espanhol melhorou consideravelmente durante o recente interregno, e que o catapultou novamente para a liderança do ranking ATP, não conseguiu fazer a diferença esta noite. E tantas bolas ficaram curtas, principalmente no serviço de Nole, que esteve a muito bom nível, que o sérvio não foi obrigado a fazer mais do que o seu jogo, a abrir ângulos e a controlar o jogo no fundo do court, causando muitas dificuldades ao maiorquino.
As estatísticas desta final mostram ainda que Djoko conseguiu 6 ases contra 1 de Nadal. Além de desastrado no serviço, a noite não do maiorquino confirma-se nas estatísticas da resposta ao serviço. Rafa consegue a "proeza" de ter obtido menos pontos no 2.º serviço do sérvio (30%) do que no 1.º serviço (31%). Em qualquer dos casos, percentagens muito baixas quando comparadas com as de Novak (50% e 42%, repectivamente).
1 hora e 36 minutos de domínio total de Nole (6-3, 6-4), na sua superfície preferida. A época ainda não termina aqui para o sérvio que irá defender as cores do seu país, em casa, contra a República Checa, numa Final da Taça Davis 2013 que se adivinha equilibrada. Faz agora um ano tive o imenso prazer de assistir na República Checa a essa tão emocionante 100.ª Final da Taça Davis disputada entre espanhóis e checos (post de 18 de novembro de 2012). E, não convém esquecer, a República Checa conquistou pela primeira vez a Fed Cup e Davis Cup no ano de 2012.
Aconteça o que acontecer na Arena de Belgrado entre 15 e 17 de novembro, parabéns Nole!
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Charles Lloyd
Charles Loyd nasceu a 15 de março de 1938 em Memphis. Lloyd começou a tocar saxofone aos 9 anos, apesar de ter aulas de piano. Lloyd converteu-se num companheiro habitual de bandas de blues de B. B. King, Howlin Wolf, Bobby "Blue" Band entre outros.
Pode ouvir-se a tocar saxofone e flauta nesta faixa "Tellaro" do CD "Fish out of water" da ECM 1989 juntamente com Jon Christensen (bateria), Palle Danieldsson (contra baixo) e Bobo Stenson (piano).
Pode ouvir-se a tocar saxofone e flauta nesta faixa "Tellaro" do CD "Fish out of water" da ECM 1989 juntamente com Jon Christensen (bateria), Palle Danieldsson (contra baixo) e Bobo Stenson (piano).
domingo, 20 de outubro de 2013
Portugal, paraíso dos corruptos
Vale a pena ver este vídeo, de apenas 5m37 onde Caiado Gerreiro e Paulo Morais explicam como os políticos enganam os portugueses e como, se Portugal adoptasse medidas claras para combater a corrupção, poderia ter o nível de vida da Dinamarca.
Uma farsa para iludir os portugueses onde os corruptos, em julgamentos triturantes que saem caríssimo aos contribuintes, acabam ser por ser ilibados. Um vídeo onde, numa linguagem simples e clara, se percebe como Portugal se tornou num verdadeiro paraíso para os corruptos.
sábado, 28 de setembro de 2013
Lisboa é cidade menos honesta
A Reader’s Digest andou a perder carteiras com dinheiro por diversas cidades do planeta. Das 12 que deixou em Lisboa, apenas uma voltou. Resultado: último lugar neste "top da honestidade".
A Reader's Digest escolheu 16 cidades por todo o mundo e, em cada uma, os seus repórteres "perderam" 12 carteiras, deixando-as em "parques, centros comerciais, passeios". Cada exemplar continha "um número de telemóvel, uma foto de família, cupões, cartões-de-visita e o equivalente a 50 dólares [37 euros]. "Depois, esperámos para ver o que acontecia", resumem.
E o que aconteceu foi muito diferente de cidade para cidade. Se em Helsínquia 11 das 12 carteiras foram devolvidas – o que deu à capital finlandesa o 1.º lugar do top –, já por Portugal as coisas correram menos bem. Em Lisboa apenas uma voltou aos seus donos, tornando as contas fatalmente óbvias: o apodo de least honest vai mesmo para a capital portuguesa.
O cenário torna-se ainda menos abonatório para Portugal quando se descobre, como conta a RD, que as únicas cobaias "lisboetas" honestas, afinal, não eram nem lisboetas nem portuguesas. A única carteira alfacinha recuperada pela revista foi devolvida por "um casal dos seus 60 anos": "Avistaram a carteira e telefonaram-nos imediatamente", resumem. E, logo a seguir, sublinham que, "interessantemente", os repórteres descobriram que "os dois nem eram de Lisboa", "eram turistas vindos da Holanda".
Resumindo e concluindo: "As restantes 11 carteiras, com o dinheiro e tudo o resto, foram levadas".
Outras conclusões do "teste da carteira perdida" podem também surpreender muitos estereótipos quando se observa como ficou alinhado o top das Most Honest Cities: logo a seguir à "honesta" Helsínquia, encontram-se a indiana Bombaim, onde foram devolvidas nove carteiras, ou Budapeste (oito).
Já para o final da tabela e muito perto do singular resultado lisboeta, encontram-se a romena Bucareste, o Rio de Janeiro ou Zurique (quatro carteiras devolvidas em cada uma); Praga (três) e, numa quase sincronia ibérica, Madrid, onde foram recuperadas duas carteiras.
Quanto a questões como idade, sexo ou poder económico, estas parecem não ser decisivas na hora de optar pela honestidade ou pela desonestidade: "Ao analisarmos os nossos resultados, concluímos que a idade não é um factor de previsibilidade", "tanto velhos como novos conservaram ou devolveram as carteiras"; "homens e mulheres foram imprevisíveis" e "o poder económico relativo pareceu não ser garantia de honestidade".
Top das Cidades Mais Honestas
1. Helsínquia, Finlândia (11 em 12)
2. Bombaim, Índia (9 em 12)
3. Budapeste, Hungria (8 em 12)
Nova Iorque, EUA (8 em 12)
4. Moscovo, Rússia (7 em 12)
Amesterdão, Holanda (7 em 12)
5. Berlim, Alemanha (6 em 12)
Ljubljana, Eslovénia (6 em 12)
6. Londres, Reino Unido (5 em 12)
Varsóvia, Polónia (5 em 12)
7. Bucareste, Roménia (4 em 12)
Rio de Janeiro, Brasil (4 em 12)
Zurique, Suíça (4 em 12)
8. Praga, República Checa (3 em 12)
9. Madrid, Espanha (2 em 12)
10. Lisboa, Portugal (1 em 12)
Least honest: Lisbon, Portugal. Esta é a nova chancela da capital portuguesa e foi atribuída pela Reader's Digest (RD). Este anti-Óscar de cidade "menos honesta do mundo" acaba de ser conquistado graças a um estudo realizado por aquela revista internacional, que tem edições nacionais em 49 países, Portugal incluído.
E o que aconteceu foi muito diferente de cidade para cidade. Se em Helsínquia 11 das 12 carteiras foram devolvidas – o que deu à capital finlandesa o 1.º lugar do top –, já por Portugal as coisas correram menos bem. Em Lisboa apenas uma voltou aos seus donos, tornando as contas fatalmente óbvias: o apodo de least honest vai mesmo para a capital portuguesa.
O cenário torna-se ainda menos abonatório para Portugal quando se descobre, como conta a RD, que as únicas cobaias "lisboetas" honestas, afinal, não eram nem lisboetas nem portuguesas. A única carteira alfacinha recuperada pela revista foi devolvida por "um casal dos seus 60 anos": "Avistaram a carteira e telefonaram-nos imediatamente", resumem. E, logo a seguir, sublinham que, "interessantemente", os repórteres descobriram que "os dois nem eram de Lisboa", "eram turistas vindos da Holanda".
Resumindo e concluindo: "As restantes 11 carteiras, com o dinheiro e tudo o resto, foram levadas".
Outras conclusões do "teste da carteira perdida" podem também surpreender muitos estereótipos quando se observa como ficou alinhado o top das Most Honest Cities: logo a seguir à "honesta" Helsínquia, encontram-se a indiana Bombaim, onde foram devolvidas nove carteiras, ou Budapeste (oito).
Já para o final da tabela e muito perto do singular resultado lisboeta, encontram-se a romena Bucareste, o Rio de Janeiro ou Zurique (quatro carteiras devolvidas em cada uma); Praga (três) e, numa quase sincronia ibérica, Madrid, onde foram recuperadas duas carteiras.
Quanto a questões como idade, sexo ou poder económico, estas parecem não ser decisivas na hora de optar pela honestidade ou pela desonestidade: "Ao analisarmos os nossos resultados, concluímos que a idade não é um factor de previsibilidade", "tanto velhos como novos conservaram ou devolveram as carteiras"; "homens e mulheres foram imprevisíveis" e "o poder económico relativo pareceu não ser garantia de honestidade".
Top das Cidades Mais Honestas
1. Helsínquia, Finlândia (11 em 12)
2. Bombaim, Índia (9 em 12)
3. Budapeste, Hungria (8 em 12)
Nova Iorque, EUA (8 em 12)
4. Moscovo, Rússia (7 em 12)
Amesterdão, Holanda (7 em 12)
5. Berlim, Alemanha (6 em 12)
Ljubljana, Eslovénia (6 em 12)
6. Londres, Reino Unido (5 em 12)
Varsóvia, Polónia (5 em 12)
7. Bucareste, Roménia (4 em 12)
Rio de Janeiro, Brasil (4 em 12)
Zurique, Suíça (4 em 12)
8. Praga, República Checa (3 em 12)
9. Madrid, Espanha (2 em 12)
10. Lisboa, Portugal (1 em 12)
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Os Privilegiados
Da autoria de Gustavo Sampaio, foi hoje lançado o livro intitulado "Os Privilegiados".
SINOPSE
Finalmente, jornalismo de investigação, com dados concretos, números, nomeações, revelações, tudo "preto no branco". O que é mais surpreendente é que mais de metade dos nossos representantes na Assembleia da Republica não está ali por espírito de missão, amor à pátria ou defesa dos interesses do povo. São exatamente 117 os deputados que ali se sentam a tratar dos seus interesses pessoais ou das empresas que representam. Estão ali em part-time, como estão os rapazes que nos vendem hamburgueres no MacDonalds. Mas ganham um pouco mais e, ainda mais interessante, participam nos negócios entre o Estado e as Empresas de cujas administrações fazem parte. E, claro está, podemos confiar nestes senhores que tudo farão para defender os interesses do Estado, de todos (alguns de) nós.
Senhores jornalistas, ganhem coragem e investiguem. Olhem para o vosso colega Gustavo Sampaio. Libertem-se dos Conselhos de Administração das vossas Rádios e Televisões. Libertem-se do Conselho Editorial dos vossos jornais e publiquem tudo o que sabem e que os portugueses precisam e merecem saber.
SINOPSE
Dos 230 deputados à Assembleia da República, 117 estão em regime de part-time, acumulando as funções parlamentares com outras atividades profissionais no setor privado. Advogados, juristas, médicos, engenheiros, consultores, empresários, etc. Em diversos casos, prestando serviços remunerados a empresas que operam em setores de atividade fiscalizados por comissões parlamentares que os mesmos deputados integram. Ao que se acrescem as ligações a empresas (cargos de administração, participações acionistas, serviços de consultoria, etc.) que beneficiam de iniciativas legislativas, subsídios públicos ou contratos adjudicados por entidades públicas visando a execução de obras, o fornecimento de produtos ou a prestação de serviços. Conflitos de interesses? Dezenas de exemplos concretos são apresentados nas páginas deste livro. Dos corredores do poder político para as salas de reunião dos conselhos de administração, e demais órgãos sociais, das maiores empresas portuguesas, com ou sem período de nojo. Um fluxo recorrente entre cargos públicos e privados. Das 20 empresas cotadas no índice PSI 20, por exemplo, 16 contam com ex-políticos em cargos de administração. Por vezes são ex-governantes que decidiram sobre matérias que implicam as empresas para as quais vão depois trabalhar, ou até administrar. Sabia que as subvenções vitalícias dos políticos foram criadas numa altura em que Portugal estava sob assistência financeira do FMI? Que foram alvo de um veto presidencial? Que duplicam de valor quando o beneficiário alcança os 60 anos de idade? Que apesar de terem sido revogadas há 8 anos, o número de beneficiários continua a aumentar? Que a identidade dos beneficiários passou a ser secreta? Ou que há políticos que a requereram com idade inferior a 50 anos? Pedro Passos Coelho prometeu que iria fazer nomeações com base no mérito e não nas ligações partidárias. Apesar da maior transparência, as 142 nomeações com ligações partidárias para altos cargos dirigentes na Administração Pública, identificadas neste livro, demonstram que os boys continuam a ser favorecidos. O jornalista Gustavo Sampaio traz-nos um livro revelador, onde depois de uma exaustiva e rigorosa pesquisa, apresenta-nos as zonas cinzentas entre o interesse público e privado, e faz as ligações que nos permitem perceber como políticas e ex-políticos gerem interesses, movem influências e beneficiam de direitos adquiridos.
sábado, 13 de julho de 2013
Billie Holiday
Eleanora Fagan (1915-1959) é dona de uma das vozes femininas mais emocionantes da história da música americana e, por muitos, considerada a maior cantora de jazz de todos os tempos. Conhecida como Billie Holiday, inspirou artigos, livros, filmes e produções teatrais, quase sempre centrados na sua vida pessoal e não nas suas excelentes interpretações vocais.
Aos 10 anos, Billie foi enviada para um reformatório católico devido à negligência da mãe. O pai, músico de jazz, tinha-a abandonado quando era bebé. A infância da cantora foi bastante complicada e, mais tarde, esteve num reformatório católico, após admitir ter sido violada. Com 12 anos, saiu do reformatório e mudou-se para Nova Iorque com a mãe. Com cerca de 15 anos, começou a cantar em clubes nocturnos.
Aos 10 anos, Billie foi enviada para um reformatório católico devido à negligência da mãe. O pai, músico de jazz, tinha-a abandonado quando era bebé. A infância da cantora foi bastante complicada e, mais tarde, esteve num reformatório católico, após admitir ter sido violada. Com 12 anos, saiu do reformatório e mudou-se para Nova Iorque com a mãe. Com cerca de 15 anos, começou a cantar em clubes nocturnos.
O talento de Billie Holiday foi descoberto em 1933, durante uma actuação no bar Monette's, no Harlem, em Nova Iorque, por um responsável da editora Columbia. Logo no início da sua carreira, a artista ganhou seu apelido Lady Day e passou a usar sua marca registada: uma flor de gardenia no cabelo.
Lady Day sempre enfrentou o preconceito racial. Em 1938, como vocalista de Artie Shaw, ela tinha que entrar no teatro pelas portas de serviço, era impedida de ir aos melhores restaurantes e obrigada a hospedar-se em pensões de subúrbios e não nos mesmos hotéis da banda, cujas portas eram fechadas a negros. Em 1939, a cantora empresta este seu sofrimento e indignação para a canção Strange Fruit. A música fala de um fruto estranho dependurado numa árvore do sul dos EUA: o corpo linchado de um negro. A expressividade de sua voz costura o realismo da narrativa da canção que se transformou num libelo contra a discriminação racial. Strange Fruit foi, no entanto, proibida de passar em muitas rádios.
Billie Holiday adoeceu gravemente em maio de 1959, depois da sua última actuação em Nova Iorque, com problemas no fígado e no coração. Contudo, nem por isso abandonou a heroína, o que lhe valeu mais uma detenção por posse de droga. A cantora morreu a 17 de julho desse ano, com 44 anos. Billie Holliday deixou uma obra que constitui uma referência no mundo do jazz, marcada pela sensualidade da sua voz quente.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Sara Errani
As atenções estavam viradas, nesta terça-feira, para o duelo feminino Serena Williams-Svetlana Kuznetsova. A tenista russa, que foi prematuramente eliminada na edição deste ano do Portugal Open, vendeu cara a derrota e conseguiu a proeza de conquistar o primeiro set do torneio à número um mundial.
Mas não terá sido por acaso que o encontro escolhido para o Court Philippe Chatrier foi aquele que opunha a vice-campeã da edição 2012 do Torneio de Roland-Garros, Sara Errani, à polaca Agnieszka Radvanska. E os milhares de espectadores que presenciaram a partida não deram por mal empregue o tempo que ali passaram, que culminou com a vitória da italiana.
Se é certo que, quando comparado com a primeira batalha, esta parecia jogar-se em slow motion, é ainda mais certo que o esplendor do ténis saiu reforçado deste duelo, que muito justamente foi considerado pelo Eurosport, o Duelo do Dia. E a razão é muito simples...
O ténis físico de Williams e Kuznetsova deu lugar a um ténis cerebral, pensado, inteligente.
A bola amarela, quase esmagada nas raquetes da americana e da russa, foi ali muito bem tratada e, em muitas ocasiões, acariciada pelos amorties e lobs sistemáticos da italiana e da polaca.
Não tenho nada contra o ténis físico, a potência de bola, os sprints. Mas aprecio de facto o ténis criativo, variado, inesperado, inteligente. E quem melhor do que Errani e Radvanska para nos proporcionarem esse ténis.
Já sabemos que muito dificilmente alguma destas jogadoras entrará no Top 4 mundial. Por outro lado, Sara Errani com o seu 1,64 m e 58 kg, já é número 5 e tel elevado bem alto o nível do ténis italiano. Além disso, é só, juntamente com a sua amiga e compatriota Roberta Vinci, a número 1 mundial de pares femininos. E, no ano passado, além de ter conquistado o Torneio de Roland-Garros em pares femininos, foi vice-campeã em singulares.
Como nota pessoal, e enquanto espectador, não posso deixar de dizer que assistir a uma meia-final feminina de Roland-Garros em que jogue Sara Errani é muito mais emocionante do que outra em que jogue Maria Sharapova. Tive essa experiência, no Philippe Chatrier em 2012, onde assisti à empatia que se cria entre Errani e o público, fruto da sua garra e criatividade, em contraponto à frieza e ao ténis mecanizado de Sharapova. Além disso, tendo tido oportunidade de estar a poucos metros de Errani, pude igualmente presenciar o carinho que os adeptos italianos têm por esta pequena jogadora, que lhes retribui com o sorriso e simpatia.
São coisas que não transparecem nos ecrãs de televisão, mas que fazem desta pequena italiana uma grande jogadora!
Mas não terá sido por acaso que o encontro escolhido para o Court Philippe Chatrier foi aquele que opunha a vice-campeã da edição 2012 do Torneio de Roland-Garros, Sara Errani, à polaca Agnieszka Radvanska. E os milhares de espectadores que presenciaram a partida não deram por mal empregue o tempo que ali passaram, que culminou com a vitória da italiana.
Se é certo que, quando comparado com a primeira batalha, esta parecia jogar-se em slow motion, é ainda mais certo que o esplendor do ténis saiu reforçado deste duelo, que muito justamente foi considerado pelo Eurosport, o Duelo do Dia. E a razão é muito simples...
O ténis físico de Williams e Kuznetsova deu lugar a um ténis cerebral, pensado, inteligente.
A bola amarela, quase esmagada nas raquetes da americana e da russa, foi ali muito bem tratada e, em muitas ocasiões, acariciada pelos amorties e lobs sistemáticos da italiana e da polaca.
Não tenho nada contra o ténis físico, a potência de bola, os sprints. Mas aprecio de facto o ténis criativo, variado, inesperado, inteligente. E quem melhor do que Errani e Radvanska para nos proporcionarem esse ténis.
Já sabemos que muito dificilmente alguma destas jogadoras entrará no Top 4 mundial. Por outro lado, Sara Errani com o seu 1,64 m e 58 kg, já é número 5 e tel elevado bem alto o nível do ténis italiano. Além disso, é só, juntamente com a sua amiga e compatriota Roberta Vinci, a número 1 mundial de pares femininos. E, no ano passado, além de ter conquistado o Torneio de Roland-Garros em pares femininos, foi vice-campeã em singulares.
Como nota pessoal, e enquanto espectador, não posso deixar de dizer que assistir a uma meia-final feminina de Roland-Garros em que jogue Sara Errani é muito mais emocionante do que outra em que jogue Maria Sharapova. Tive essa experiência, no Philippe Chatrier em 2012, onde assisti à empatia que se cria entre Errani e o público, fruto da sua garra e criatividade, em contraponto à frieza e ao ténis mecanizado de Sharapova. Além disso, tendo tido oportunidade de estar a poucos metros de Errani, pude igualmente presenciar o carinho que os adeptos italianos têm por esta pequena jogadora, que lhes retribui com o sorriso e simpatia.
São coisas que não transparecem nos ecrãs de televisão, mas que fazem desta pequena italiana uma grande jogadora!
segunda-feira, 3 de junho de 2013
A pronação no ténis
O movimento de pronação do antebraço é o movimento que ocorre no plano transverso, entre o rádio e a ulna. É mais comum a pronação do pé, que consiste numa rotação interna excessiva do pé e tornozelo. Na corrida, a pronação desperdiça energia, tornando o estilo de corrida ineficiente e aumentando o risco de dores nas articulações ou lesões.
No caso do serviço, este movimento de rotação do antebraço no momento da pancada vai permitir que a face da raquete (paralela à palma da mão) bata na bola de uma forma paralela à rede e, assim, aumente a potência da pancada.
No vídeo seguinte mostra-se este movimento pouco conhecido da maioria dos praticantes de ténis recreativo. A pronação desdobra-se, conforme bem explicado, em 3 partes simples.
1.º Fazer a aproximação da raquete à bola com a armação (e não com a corda da raquete). Neste primeiro momento, a raquete encontra-se perpendicular à rede, a fim de retardar a abertura da face da raquete e, assim, diminuir o atrito do movimento.
2.º No momento de tocar na bola, escovar com a corda, da direita para a esquerda;
3.º Finalizar o movimento, com rotação do antebraço (pronação) e bater a bola na extremidade esquerda da corda, que já se encontra paralela à rede. A abertura da face da raquete ocorre nesta terceira fase do movimento.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
O que é ser Professor
Jô Soares definia assim o que é ser Professor!
O material escolar mais barato que existe na praça é o professor.
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia".
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta à escola, é um "Adesivo".
Precisa faltar, é um "turista".
Conversa com os outros professores, está "malhando" nos alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não se sabe impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as hipóteses do aluno.
Escreve pouco, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala correctamente, ninguém entende.
Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é parvo.
O aluno é retido, é perseguição.
O aluno é aprovado, deitou "água-benta".
É! O professor está sempre errado, mas se conseguiu ler até aqui, agradeça-lhe a ele.
O material escolar mais barato que existe na praça é o professor.
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia".
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta à escola, é um "Adesivo".
Precisa faltar, é um "turista".
Conversa com os outros professores, está "malhando" nos alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não se sabe impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as hipóteses do aluno.
Escreve pouco, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala correctamente, ninguém entende.
Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é parvo.
O aluno é retido, é perseguição.
O aluno é aprovado, deitou "água-benta".
É! O professor está sempre errado, mas se conseguiu ler até aqui, agradeça-lhe a ele.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Escravatura do Século XXI
Sem nos apercebermos, aproveitando-se da apatia generalizada de gerações mais novas pouco acostumadas a lutas colectivas e mais dadas ao convívio com um monitor de mais ou menos polegadas, há quem já esteja a tratar de impedir o livre acesso às sementes. Como não podem roubar a terra, as astutas multinacionais em colaboração com os governantes tecnocratas, estão em vias de manipular o acesso generalizado às sementes. Se não estivermos nós atentos, os nossos filhos e netos sofrerão a nova escravatura do século XXI.
Miguel Esteves Cardoso escrevia ontem, no jornal Público.
No PÚBLICO.pt de ontem dá-se conta de uma reportagem da LUSA sobre o protesto dos pequenos produtores da aldeia transmontana de Duas Igrejas contra a nova lei das sementes que está quase a ser aprovada pelo Parlamento Europeu. Falam por todas as sementes, todas as hortas, todos os agricultores e, sobretudo, pela economia e cultura portuguesas. A lei das sementes - que proíbe, regulamentando, a milenária troca de sementes entre produtores - é pior do que uma invasão francesa de Napoleão.
É uma invasão fascista que quer queimar a terra para preparar a incursão das agro-corporações multinacionais (como a gigantesca e sinistra Monsanto) que virão patentear as sementes que são nossas há que séculos, obrigando-nos depois a pagar-lhes direitos de autor, só por serem legalisticamente mais espertos. Pense-se em cada semente como uma palavra da língua portuguesa. Na nova lei colonialista das sementes é como obrigar os portugueses a sofrer a chatice e a despesa de registar tudo o que dizem, burocratizando cada conversa.
Atenção: é o pior ataque à nossa cultura e economia desde que todos nascemos. Querem empobrecer-nos e tornar-nos ainda mais pobres do que somos, roubando-nos as nossas poucas riquezas para podermos passar a ter de comprá-las a empresas multinacionais que se apoderaram delas, legalmente mas sem qualquer mérito, desculpa ou escrutínio.
Revoltemo-nos. Já. Faltam poucos dias antes de ser ter tarde de mais. E para sempre. Acorde.
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