Jô Soares definia assim o que é ser Professor!
O material escolar mais barato que existe na praça é o professor.
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia".
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta à escola, é um "Adesivo".
Precisa faltar, é um "turista".
Conversa com os outros professores, está "malhando" nos alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não se sabe impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as hipóteses do aluno.
Escreve pouco, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala correctamente, ninguém entende.
Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é parvo.
O aluno é retido, é perseguição.
O aluno é aprovado, deitou "água-benta".
É! O professor está sempre errado, mas se conseguiu ler até aqui, agradeça-lhe a ele.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Escravatura do Século XXI
Sem nos apercebermos, aproveitando-se da apatia generalizada de gerações mais novas pouco acostumadas a lutas colectivas e mais dadas ao convívio com um monitor de mais ou menos polegadas, há quem já esteja a tratar de impedir o livre acesso às sementes. Como não podem roubar a terra, as astutas multinacionais em colaboração com os governantes tecnocratas, estão em vias de manipular o acesso generalizado às sementes. Se não estivermos nós atentos, os nossos filhos e netos sofrerão a nova escravatura do século XXI.
Miguel Esteves Cardoso escrevia ontem, no jornal Público.
No PÚBLICO.pt de ontem dá-se conta de uma reportagem da LUSA sobre o protesto dos pequenos produtores da aldeia transmontana de Duas Igrejas contra a nova lei das sementes que está quase a ser aprovada pelo Parlamento Europeu. Falam por todas as sementes, todas as hortas, todos os agricultores e, sobretudo, pela economia e cultura portuguesas. A lei das sementes - que proíbe, regulamentando, a milenária troca de sementes entre produtores - é pior do que uma invasão francesa de Napoleão.
É uma invasão fascista que quer queimar a terra para preparar a incursão das agro-corporações multinacionais (como a gigantesca e sinistra Monsanto) que virão patentear as sementes que são nossas há que séculos, obrigando-nos depois a pagar-lhes direitos de autor, só por serem legalisticamente mais espertos. Pense-se em cada semente como uma palavra da língua portuguesa. Na nova lei colonialista das sementes é como obrigar os portugueses a sofrer a chatice e a despesa de registar tudo o que dizem, burocratizando cada conversa.
Atenção: é o pior ataque à nossa cultura e economia desde que todos nascemos. Querem empobrecer-nos e tornar-nos ainda mais pobres do que somos, roubando-nos as nossas poucas riquezas para podermos passar a ter de comprá-las a empresas multinacionais que se apoderaram delas, legalmente mas sem qualquer mérito, desculpa ou escrutínio.
Revoltemo-nos. Já. Faltam poucos dias antes de ser ter tarde de mais. E para sempre. Acorde.
terça-feira, 14 de maio de 2013
Turning point (ponto de viragem)
Quem assistiu ao jogo de QF do Open de Madrid, entre os jogadores da casa David Ferrer e Rafael Nadal, não consegue esquecer aquele turning point ou ponto de viragem (inflexão) no final da segunda partida, quando o marcador estava 6-5 para Ferrer, que já havia conquistado o primeiro set.
Nadal servia para não perder o set e, assim, o encontro. Ou seja, Nadal servia para não ser eliminado do Open Madrileño que viria a conquistar. Nadal sobe à rede e, numa bola jogada para os seus pés, acaba por fazer um volei amortie, que lhe sai nitidamente mal. Ferrer corre para a bola e tem todo o tempo de que necessita para fazer o winner e, assim, ficar com 2 match-points a seu favor. E o que decide fazer? Jogar pelo seguro e lançar a bola para o corpo do seu adversário, posicionado defensivamente a meio court e já certamente a fazer contas aos 2 match-points que teria que salvar. Mas o ténis tem coisas inexplicáveis e, numa reação in extremis, defende-se colocando a raquete nos seus pés que, caprichosamente, fez ressaltar a bola para o campo contrário. O incrédulo Ferrer ainda foi a tempo de devolver a bola mas a partir daí o ressuscitado Nadal já não daria segunda oportunidade ao companheiro espanhol. Ganhou logo esse ponto com um smash e, claro está, quase todos os que se seguiram a este turning point, como se pode ver no vídeo seguinte (o ponto a que se refere este post começa aos 16:00 minutos).
Cristiano Ronaldo e os seus companheiros do Real Madrid assistiram a um emocionante encontro de ténis. E tiveram a oportunidade de descobrir como um ponto de viragem pode de facto virar por completo o resultado de um encontro. Isto porque, depois de vencer a segunda partida no tie-break, Rafa passeou no terceiro set às custas desse ponto que não mais saiu da cabeça do esforçado David Ferrer. E, claro está, em vez de ser eliminado do torneio acabou vencendo o set decisivo por um escandaloso 6-0 !
Nadal servia para não perder o set e, assim, o encontro. Ou seja, Nadal servia para não ser eliminado do Open Madrileño que viria a conquistar. Nadal sobe à rede e, numa bola jogada para os seus pés, acaba por fazer um volei amortie, que lhe sai nitidamente mal. Ferrer corre para a bola e tem todo o tempo de que necessita para fazer o winner e, assim, ficar com 2 match-points a seu favor. E o que decide fazer? Jogar pelo seguro e lançar a bola para o corpo do seu adversário, posicionado defensivamente a meio court e já certamente a fazer contas aos 2 match-points que teria que salvar. Mas o ténis tem coisas inexplicáveis e, numa reação in extremis, defende-se colocando a raquete nos seus pés que, caprichosamente, fez ressaltar a bola para o campo contrário. O incrédulo Ferrer ainda foi a tempo de devolver a bola mas a partir daí o ressuscitado Nadal já não daria segunda oportunidade ao companheiro espanhol. Ganhou logo esse ponto com um smash e, claro está, quase todos os que se seguiram a este turning point, como se pode ver no vídeo seguinte (o ponto a que se refere este post começa aos 16:00 minutos).
Cristiano Ronaldo e os seus companheiros do Real Madrid assistiram a um emocionante encontro de ténis. E tiveram a oportunidade de descobrir como um ponto de viragem pode de facto virar por completo o resultado de um encontro. Isto porque, depois de vencer a segunda partida no tie-break, Rafa passeou no terceiro set às custas desse ponto que não mais saiu da cabeça do esforçado David Ferrer. E, claro está, em vez de ser eliminado do torneio acabou vencendo o set decisivo por um escandaloso 6-0 !
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Serena esmaga Sharapova
Serena Williams é uma montanha para o circuito WTA. Uma montanha intransponível, principalmente para Maria Sharapova, que aspirava arrebatar o número um em Madrid. E, como tem acontecido sempre nos últimos anos, saiu da Caja Magica com uma cara que mostrava decepção, conformismo e cansaço. E não era para menos, porque o marcador 6-1 e 6-4 em pouco mais de uma hora, não deixava lugar a dúvidas.
A raínha do ténis continua a ser a americana que, com os seus 31 anos é a mais velha a conquistar a coroa de número um do ténis feminino. Julgo mesmo que apenas a rebelde Vitoria Azarenka, lhe poderá colocar algumas inquietações antes de um encontro. Quanto às restantes, Serena manda como e quando quer...
Sharapova apresentou-se nesta final do Open de Madrid com a esperança de virar um 12-2 adverso contra Serena Williams, mesmo se essas duas vitórias datam de um longinquo 2004. Mas cinco duplas faltas de rajada no primeiro set e a segurança da americana nos golpes de serviço, rapidamente definiram o set. A verdade é que a russa não consegue sequer disfarçar o medo com que enfrenta cada bola do seu segundo serviço e quase que prefere cometer uma segunda falta do que ter que suportar um winner na resposta ao seu serviço.
Estes jogos entre a russa e a americana tornam-se quase difíceis de suportar para os adeptos de Maria Sharapova, tal é a superioridade mental, física e tenística de Serena que, apesar dos 31 anos, é a primeira a obter duas conquistas consecutivas em Madrid, e já conta no seu palmarés 50 títulos , 10 dos quais em terra batida.
A raínha do ténis continua a ser a americana que, com os seus 31 anos é a mais velha a conquistar a coroa de número um do ténis feminino. Julgo mesmo que apenas a rebelde Vitoria Azarenka, lhe poderá colocar algumas inquietações antes de um encontro. Quanto às restantes, Serena manda como e quando quer...
Sharapova apresentou-se nesta final do Open de Madrid com a esperança de virar um 12-2 adverso contra Serena Williams, mesmo se essas duas vitórias datam de um longinquo 2004. Mas cinco duplas faltas de rajada no primeiro set e a segurança da americana nos golpes de serviço, rapidamente definiram o set. A verdade é que a russa não consegue sequer disfarçar o medo com que enfrenta cada bola do seu segundo serviço e quase que prefere cometer uma segunda falta do que ter que suportar um winner na resposta ao seu serviço.
Estes jogos entre a russa e a americana tornam-se quase difíceis de suportar para os adeptos de Maria Sharapova, tal é a superioridade mental, física e tenística de Serena que, apesar dos 31 anos, é a primeira a obter duas conquistas consecutivas em Madrid, e já conta no seu palmarés 50 títulos , 10 dos quais em terra batida.
domingo, 5 de maio de 2013
(Estoril) Portugal Open
Terminou a 24.ª Edição do Estoril Open, este ano baptizado de Portugal Open. Entre 27 de abril e 5 de maio, João Lagos conseguiu trazer a Portugal um leque de jogadores masculinos e femininos que, não sendo a elite do ténis atual, constituía um excelente cartaz. Se é verdade que Juan Martin del Potro foi a baixa de última hora, a sua substituição por David Ferrer, Número 4 do ranking ATP, e a presença de Seppi, Monaco, Wawrinka, entre outros Top 50, não poderiam defraudar quem marcasse presença no Jamor. Já para não falar do Quadro Feminino,o melhor de sempre, com a italiana Schiavoni, vencedora em 2010 de Roland-Garros, e as bem conhecidas Dominika Cibulkova, Julia Gorges, Kuznetsova, entre outras. Infelizmente, nem este quadro de excelência chamou muito público ao Jamor, que se apresentou desoladoramente vazio na maioria das transmissões televisivas a que tive oportunidade de assistir.
Seria de todo injusto não ter uma palavra de apreço para João Lagos que, apesar da crise e da falta de patrocinadores, continua a esforçar-se por manter Portugal na rota do ténis internacional, com este Torneio ATP 250. Não foi certamente por falta de publicidade nem pelo preço dos bilhetes que o público não compareceu, mas antes pela falta de cultura desportiva num país que durante muitos anos investiu tudo numa única modalidade desportiva (futebol) e que será confrontado muito brevemente com o resultado falhado dessa aposta, numa altura em que já começamos a apercebermo-nos que até os jogadores da Seleção Nacional são jogadores medianos e quase desconhecidos.

Ténis de bom nível foi o que assistimos nas finais feminina e masculina. a russa Pavlyuchenkova venceu por 7-5 e 6-2 a espanhola Carla Suarez Navarro, finalista derrotada da edição anterior do Estoril Open. Treinada por Martina Hingis, a tenista russa fez valer a sua superioridade física, principalmente na pancada de serviço. A jovem russa de 21 anos conseguiu assim o primeiro troféu na superfície de terra batida e seguirá diretamente para Madrid, onde disputará o Mutua Madrid Open.
E o que dizer da final masculina mais curta da história do Estoril Open? Em apenas 1 hora e 4 minutos, o helvético Stanislas Wawrinka "despachou" o número 4 mundial. O que foi evidente é que Ferrer nem teve tempo de assentar o seu jogo, apoiado numa consistência de fundo de court e numa direita forte e colocada. Wawrinka entrou bem no jogo e o espanhol não conseguiu encontrar soluções para a esquerda cruzada a uma mão, de uma beleza estética de fazer inveja aos adeptos desta pancada, como é o meu caso. Esta esquerda de Wawrinka, que está certamente ao nível da esquerda do seu colega e amigo Roger Federer, aliada a uma direita cruzada angulada em top-spin, foi mais do que suficiente para desfeitear David Ferrer com os parciais de 6-1 e 6-4.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
sábado, 23 de março de 2013
Clifford Brown
É difícil imaginar um génio do jazz poder ter sido na sua juventude o melhor menino na terra, um aluno aplicado e um filho obediente assim como um tímido tão determinado quanto despretensioso. Em suma: um modelo de equilíbrio e clareza. Mas existiu e chamava-se Benjamin Clifford Brown. Tocava trompete, muito, mas muito melhor do que quase todos os seus rivais. Tinha 25 anos, quando um desses acidentes de carro que continuavam a ensanguentar as estradas da América termina abruptamente a sua carreira meteórica que, apesar de muito breve, evidenciou-se com um brilho excepcional.
Com apenas quatro anos de obra gravada, de março de 1952 até pouco antes da sua morte, em junho de 1956, Clifford entrou para a história do jazz como o trompetista de segunda geração que melhor assimilou as lições de Dizzy Gillespie, Fats Navarro e Miles Davis, sintetizando-as numa linguagem melódica própria, apoiada numa técnica primorosa.
Do album Clifford Brown Memorial Album, Brownie Eyes (1953), pelo Sexteto Clifford Brown.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Erasmus na Universidade do Porto
Dados da Reitoria da Universidade do Porto, sobre o número de estudantes estrangeiros inscritos naquela universidade, dão conta de 3708 alunos que não são portugueses, o que representa uma comunidade académica de 12 por cento, percentagem nunca vista. Os alunos são oriundos de 111 países, sendo que uma grande parte está inserida no programa Erasmus.
A Universidade do Porto (UP) guarda uma verdadeira comunidade de estudantes estrangeiros, que já representam cerca de 12 por cento do total de alunos daquela instituição, segundo números divulgados pela reitoria.
Do total dos 32 mil alunos inscritos na UP, 3708 são de nacionalidade estrangeira, o que representa um recorde histórico na instituição, que conta com 111 nacionalidades distintas, na sua comunidade académica.
Uma grande percentagem dos estudantes estrangeiros que frequentam aquela universidade está inserida no programa Erasmus, de intercâmbio entre países. São 1862 ao abrigo deste programa de mobilidade, entre estudantes e investigadores.
A Universidade do Porto (UP) guarda uma verdadeira comunidade de estudantes estrangeiros, que já representam cerca de 12 por cento do total de alunos daquela instituição, segundo números divulgados pela reitoria.
Do total dos 32 mil alunos inscritos na UP, 3708 são de nacionalidade estrangeira, o que representa um recorde histórico na instituição, que conta com 111 nacionalidades distintas, na sua comunidade académica.
Uma grande percentagem dos estudantes estrangeiros que frequentam aquela universidade está inserida no programa Erasmus, de intercâmbio entre países. São 1862 ao abrigo deste programa de mobilidade, entre estudantes e investigadores.
Match for Africa
Já imaginou ver o Cristiano Ronaldo a passear calmamente pelas "Las Ramblas" de Barcelona, acompanhado de Leonel Messi, a servir de gentil anfitrião do jogador português?
Talvez já tenha imaginado, mas não sei se alguma vez vai ver essa cena...
Mas se pretender ver esta cena nas ruas de Zurique, com os mesmos personagens, a mesma rivalidade, a mesma fama e uma única diferença... veja o vídeo que se segue, tudo pelas Crianças de África.
Talvez já tenha imaginado, mas não sei se alguma vez vai ver essa cena...
Mas se pretender ver esta cena nas ruas de Zurique, com os mesmos personagens, a mesma rivalidade, a mesma fama e uma única diferença... veja o vídeo que se segue, tudo pelas Crianças de África.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Azarenka e Djokovic - Mais Líderes
Terminou o Australian Open e, a partir de agora, apenas dois tenistas estão em condições de conquistar o Grand Slam. Este foi o termo adotado quando o mesmo jogador conseguia o feito de conquistar os quatro torneios principais (outrora designados "majors", mas hoje de "Grand Slams"). Estes são Roland-Garros, Wimbledon, US Open e Australian Open.
O mais interessante é que se tratam de Novak Djokovic e Victoria Azarenka, nem mais nem menos do que os atuais líderes dos rankings ATP e WTA, respetivamente. E numa modalidade em que o fator mental pode desempenhar um papel preponderante, tornando a tarefa de defesa do número 1 muito difícil, a conquista do primeiro Grand Slam do ano só vem reforçar o mérito de ambos os jogadores.
À partida, a tarefa parecia mais difícil para Victoria Azarenka, porque não estava em jogo apenas o bi, mas a disputa direta da liderança do ranking contra a bela Maria Sharapova e a fera Serena Williams. Enquanto as duas arrasavam adversárias e marcavam feitos, Vika sofria com um jogo inconstante. Azarenka vem, por isso, demonstrar que apesar da sua juventude conseguiu ultrapassar as fragilidades mentais que estiveram por trás de algumas atitudes muito criticáveis dentro do court. Mérito seu e do seu treinador Sam Sumik, que conseguiu transformar uma impertinente bielorrussa numa jogadora que poderá fazer história no ténis feminino.
E o que dizer de Novak Djokovic? Não foi uma final brilhante, pelo que a memória do histórico duelo Djokovic - Nadal da temporada transata esteve sempre presente. Diga-se, em abono da verdade, que o estilo de jogo de Andy Murray muito dificilmente proporcionará algum dia duelos históricos, ao nível do que já assistimos entre Roger, Rafa e Novak. Apesar da clara evolução do jogo do escocês, desde que contou com a colaboração de Ivan Lendl, há ainda uma ténue fronteira entre os três primeiros e Andy, sem desprimor para o detentor do ouro olímpico. E essa diferença já não se situa no campo mental, como o foi durante algum tempo, mas essencialmente ao nível do estilo de jogo ofensivo que, em determinados momentos, falta a Murray. Se tem grande capacidade de jogo defensivo, praticamente ao nível de Nadal, ainda terá que trabalhar a transição desse jogo defensivo para o jogo ofensivo, algo que o maiorquino pratica tão bem.
Se é certo que a potencial conquista da segunda partida por parte de Andy poderia dar um rumo diferente aos acontecimentos, também foi seguro para os entendidos do circuito que a partir da conquista da segunda partida, muito dificilmente Djoko deixaria escapar a possibilidade de revalidar o título (na verdade, "trivalidar", já que é o terceiro consecutivo). Foi aí a chave desta final, ficando até a sensação que o sérvio não necessitou de se esforçar ao máximo, frente a um escocês que acusou o golpe. As duas últimas partidas não foram dignas de uma final de Grand Slam, reavivando a memória daquele Andy Murray que entrava nas finais já derrotado. Uma lição para o escocês e a confirmação de que Novak Djokovic é, sem qualquer dúvida, o melhor jogador masculino da atualidade. Será Nadal capaz de lhe fazer concorrência, ou irá o sérvio triunfar em Roland-Garros pela primeira vez, já este ano?
O mais interessante é que se tratam de Novak Djokovic e Victoria Azarenka, nem mais nem menos do que os atuais líderes dos rankings ATP e WTA, respetivamente. E numa modalidade em que o fator mental pode desempenhar um papel preponderante, tornando a tarefa de defesa do número 1 muito difícil, a conquista do primeiro Grand Slam do ano só vem reforçar o mérito de ambos os jogadores.
À partida, a tarefa parecia mais difícil para Victoria Azarenka, porque não estava em jogo apenas o bi, mas a disputa direta da liderança do ranking contra a bela Maria Sharapova e a fera Serena Williams. Enquanto as duas arrasavam adversárias e marcavam feitos, Vika sofria com um jogo inconstante. Azarenka vem, por isso, demonstrar que apesar da sua juventude conseguiu ultrapassar as fragilidades mentais que estiveram por trás de algumas atitudes muito criticáveis dentro do court. Mérito seu e do seu treinador Sam Sumik, que conseguiu transformar uma impertinente bielorrussa numa jogadora que poderá fazer história no ténis feminino.
E o que dizer de Novak Djokovic? Não foi uma final brilhante, pelo que a memória do histórico duelo Djokovic - Nadal da temporada transata esteve sempre presente. Diga-se, em abono da verdade, que o estilo de jogo de Andy Murray muito dificilmente proporcionará algum dia duelos históricos, ao nível do que já assistimos entre Roger, Rafa e Novak. Apesar da clara evolução do jogo do escocês, desde que contou com a colaboração de Ivan Lendl, há ainda uma ténue fronteira entre os três primeiros e Andy, sem desprimor para o detentor do ouro olímpico. E essa diferença já não se situa no campo mental, como o foi durante algum tempo, mas essencialmente ao nível do estilo de jogo ofensivo que, em determinados momentos, falta a Murray. Se tem grande capacidade de jogo defensivo, praticamente ao nível de Nadal, ainda terá que trabalhar a transição desse jogo defensivo para o jogo ofensivo, algo que o maiorquino pratica tão bem.
Se é certo que a potencial conquista da segunda partida por parte de Andy poderia dar um rumo diferente aos acontecimentos, também foi seguro para os entendidos do circuito que a partir da conquista da segunda partida, muito dificilmente Djoko deixaria escapar a possibilidade de revalidar o título (na verdade, "trivalidar", já que é o terceiro consecutivo). Foi aí a chave desta final, ficando até a sensação que o sérvio não necessitou de se esforçar ao máximo, frente a um escocês que acusou o golpe. As duas últimas partidas não foram dignas de uma final de Grand Slam, reavivando a memória daquele Andy Murray que entrava nas finais já derrotado. Uma lição para o escocês e a confirmação de que Novak Djokovic é, sem qualquer dúvida, o melhor jogador masculino da atualidade. Será Nadal capaz de lhe fazer concorrência, ou irá o sérvio triunfar em Roland-Garros pela primeira vez, já este ano?
Subscrever:
Mensagens (Atom)
.jpg)
.jpg)




.png)

