segunda-feira, 3 de junho de 2013

A pronação no ténis

O movimento de pronação do antebraço é o movimento que ocorre no plano transverso, entre o rádio e a ulna. É mais comum a pronação do pé, que consiste numa rotação interna excessiva do pé e tornozelo. Na corrida, a pronação desperdiça energia, tornando o estilo de corrida ineficiente e aumentando o risco de dores nas articulações ou lesões.
 
No caso do serviço, este movimento de rotação do antebraço no momento da pancada vai permitir que a face da raquete (paralela à palma da mão) bata na bola de uma forma paralela à rede e, assim, aumente a potência da pancada.
 
No vídeo seguinte mostra-se este movimento pouco conhecido da maioria dos praticantes de ténis recreativo. A pronação desdobra-se, conforme bem  explicado, em 3 partes simples.




1.º Fazer a aproximação da raquete à bola com a armação (e não com a corda da raquete). Neste primeiro momento, a raquete encontra-se perpendicular à rede, a fim de retardar a abertura da face da raquete e, assim, diminuir o atrito do movimento.
 
2.º No momento de tocar na bola, escovar com a corda, da direita para a esquerda;
 
3.º Finalizar o movimento, com rotação do antebraço (pronação) e bater a bola na extremidade esquerda da corda, que já se encontra paralela à rede. A abertura da face da raquete ocorre nesta terceira fase do movimento.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

O que é ser Professor

Jô Soares definia assim o que é ser Professor!


O material escolar mais barato que existe na praça é o professor.

É jovem, não tem experiência.

É velho, está superado.

Não tem automóvel, é um pobre coitado.

Tem automóvel, chora de "barriga cheia".

Fala em voz alta, vive gritando.

Fala em tom normal, ninguém escuta.

Não falta à escola, é um "Adesivo".
Precisa faltar, é um "turista".

Conversa com os outros professores, está "malhando" nos alunos.
Não conversa, é um desligado.

Dá muita matéria, não tem dó.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.

Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.

Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não se sabe impor.

A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as hipóteses do aluno.

Escreve pouco, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.

Fala correctamente, ninguém entende.
Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário.

Exige, é rude.
Elogia, é parvo.

O aluno é retido, é perseguição.
O aluno é aprovado, deitou "água-benta".

É! O professor está sempre errado, mas se conseguiu ler até aqui, agradeça-lhe a ele.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Escravatura do Século XXI


Sem nos apercebermos, aproveitando-se da apatia generalizada de gerações mais novas pouco acostumadas a lutas colectivas e mais dadas ao convívio com um monitor de mais ou menos polegadas, há quem já esteja a tratar de impedir o livre acesso às sementes. Como não podem roubar a terra, as astutas multinacionais em colaboração com os governantes tecnocratas, estão em vias de manipular o acesso generalizado às sementes. Se não estivermos nós atentos, os nossos filhos e netos sofrerão a nova escravatura do século XXI.


Miguel Esteves Cardoso escrevia ontem, no jornal Público.


No PÚBLICO.pt de ontem dá-se conta de uma reportagem da LUSA sobre o protesto dos pequenos produtores da aldeia transmontana de Duas Igrejas contra a nova lei das sementes que está quase a ser aprovada pelo Parlamento Europeu. Falam por todas as sementes, todas as hortas, todos os agricultores e, sobretudo, pela economia e cultura portuguesas. A lei das sementes - que proíbe, regulamentando, a milenária troca de sementes entre produtores - é pior do que uma invasão francesa de Napoleão.
É uma invasão fascista que quer queimar a terra para preparar a incursão das agro-corporações multinacionais (como a gigantesca e sinistra Monsanto) que virão patentear as sementes que são nossas há que séculos, obrigando-nos depois a pagar-lhes direitos de autor, só por serem legalisticamente mais espertos. Pense-se em cada semente como uma palavra da língua portuguesa. Na nova lei colonialista das sementes é como obrigar os portugueses a sofrer a chatice e a despesa de registar tudo o que dizem, burocratizando cada conversa.
Atenção: é o pior ataque à nossa cultura e economia desde que todos nascemos. Querem empobrecer-nos e tornar-nos ainda mais pobres do que somos, roubando-nos as nossas poucas riquezas para podermos passar a ter de comprá-las a empresas multinacionais que se apoderaram delas, legalmente mas sem qualquer mérito, desculpa ou escrutínio.
Revoltemo-nos. Já. Faltam poucos dias antes de ser ter tarde de mais. E para sempre. Acorde.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Turning point (ponto de viragem)

Quem assistiu ao jogo de QF do Open de Madrid, entre os jogadores da casa David Ferrer e Rafael Nadal, não consegue esquecer aquele turning point ou ponto de viragem (inflexão) no final da segunda partida, quando o marcador estava 6-5 para Ferrer, que já havia conquistado o primeiro set.

Nadal servia para não perder o set e, assim, o encontro. Ou seja, Nadal servia para não ser eliminado do Open Madrileño que viria a conquistar. Nadal sobe à rede e, numa bola jogada para os seus pés, acaba por fazer um volei amortie, que lhe sai nitidamente mal. Ferrer corre para a bola e tem todo o tempo de que necessita para fazer o winner e, assim, ficar com 2 match-points a seu favor. E o que decide fazer?  Jogar pelo seguro e lançar a bola para o corpo do seu adversário, posicionado defensivamente a meio court e já certamente a fazer contas aos 2 match-points que teria que salvar. Mas o ténis tem coisas inexplicáveis e, numa reação in extremis, defende-se colocando a raquete nos seus pés que, caprichosamente, fez ressaltar a bola para o campo contrário. O incrédulo Ferrer ainda foi a tempo de devolver a bola mas a partir daí o ressuscitado Nadal já não daria segunda oportunidade ao companheiro espanhol. Ganhou logo esse ponto com um smash e, claro está, quase todos os que se seguiram a este turning point, como se pode ver no vídeo seguinte (o ponto a que se refere este post começa aos 16:00 minutos).


Cristiano Ronaldo e os seus companheiros do Real Madrid assistiram a um emocionante encontro de ténis. E tiveram a oportunidade de descobrir como um ponto de viragem pode de facto virar por completo o resultado de um encontro. Isto porque, depois de vencer a segunda partida no tie-break, Rafa passeou no terceiro set às custas desse ponto que não mais saiu da cabeça do esforçado David Ferrer. E, claro está, em vez de ser eliminado do torneio acabou vencendo o set decisivo por um escandaloso 6-0 !

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Serena esmaga Sharapova

Serena Williams é uma montanha para o circuito WTA. Uma montanha intransponível, principalmente para Maria Sharapova, que aspirava arrebatar o número um em Madrid. E, como tem acontecido sempre nos últimos anos, saiu da Caja Magica com uma cara que mostrava decepção, conformismo e cansaço. E não era para menos, porque o marcador 6-1 e 6-4 em pouco mais de uma hora, não deixava lugar a dúvidas.

A raínha do ténis continua a ser a americana que, com os seus 31 anos é a mais velha a conquistar a coroa de número um do ténis feminino. Julgo mesmo que apenas a rebelde Vitoria Azarenka, lhe poderá colocar algumas inquietações antes de um encontro. Quanto às restantes, Serena manda como e quando quer...



Sharapova apresentou-se nesta final do Open de Madrid com a esperança de virar um 12-2 adverso contra Serena Williams, mesmo se essas duas vitórias datam de um longinquo 2004. Mas cinco duplas faltas de rajada no primeiro set e a segurança da americana nos golpes de serviço, rapidamente definiram o set. A verdade é que a russa não consegue sequer disfarçar o medo com que enfrenta cada bola do seu segundo serviço e quase que prefere cometer uma segunda falta do que ter que suportar um winner na resposta ao seu serviço.

Estes jogos entre a russa e a americana tornam-se quase difíceis de suportar para os adeptos de Maria Sharapova, tal é a superioridade mental, física e tenística de Serena que, apesar dos 31 anos, é a primeira a obter duas conquistas consecutivas em Madrid, e já conta no seu palmarés 50 títulos , 10 dos quais em terra batida.

domingo, 5 de maio de 2013

(Estoril) Portugal Open

Terminou a 24.ª Edição do Estoril Open, este ano baptizado de Portugal Open. Entre 27 de abril e 5 de maio, João Lagos conseguiu trazer a Portugal um leque de jogadores masculinos e femininos que, não sendo a elite do ténis atual, constituía um excelente cartaz. Se é verdade que Juan Martin del Potro foi a baixa de última hora, a sua substituição por David Ferrer, Número 4 do ranking ATP, e a presença de Seppi, Monaco, Wawrinka, entre outros Top 50, não poderiam defraudar quem marcasse presença no Jamor. Já para não falar do Quadro Feminino,o melhor de sempre, com a italiana Schiavoni, vencedora em 2010 de Roland-Garros, e as bem conhecidas Dominika Cibulkova, Julia Gorges, Kuznetsova, entre outras. Infelizmente, nem este quadro de excelência chamou muito público ao Jamor, que se apresentou desoladoramente vazio na maioria das transmissões televisivas a que tive oportunidade de assistir.
 
Seria de todo injusto não ter uma palavra de apreço para João Lagos que, apesar da crise e da falta de patrocinadores, continua a esforçar-se por manter Portugal na rota do ténis internacional, com este Torneio ATP 250. Não foi certamente por falta de publicidade nem pelo preço dos bilhetes que o público não compareceu, mas antes pela falta de cultura desportiva num país que durante muitos anos investiu tudo numa única modalidade desportiva (futebol) e que será confrontado muito brevemente com o resultado falhado dessa aposta, numa altura em que já começamos a apercebermo-nos que até os jogadores da Seleção Nacional são jogadores medianos e quase desconhecidos.



 
Ténis de bom nível foi o que assistimos nas finais feminina e masculina. a russa Pavlyuchenkova venceu por 7-5 e 6-2 a espanhola Carla Suarez Navarro, finalista derrotada da edição anterior do Estoril Open. Treinada por Martina Hingis, a tenista russa fez valer a sua superioridade física, principalmente na pancada de serviço.   A jovem russa de 21 anos conseguiu assim o primeiro troféu na superfície de terra batida e seguirá diretamente para Madrid, onde disputará o Mutua Madrid Open.


E o que dizer da final masculina mais curta da história do Estoril Open? Em apenas 1 hora e 4 minutos, o helvético Stanislas Wawrinka "despachou" o número 4 mundial. O que foi evidente é que Ferrer nem teve tempo de assentar o seu jogo, apoiado numa consistência de fundo de court e numa direita forte e colocada. Wawrinka entrou bem no jogo e o espanhol não conseguiu encontrar soluções para a esquerda cruzada a uma mão, de uma beleza estética de fazer inveja aos adeptos desta pancada, como é o meu caso. Esta esquerda de Wawrinka, que está certamente ao nível da esquerda do seu colega e amigo Roger Federer, aliada a uma direita cruzada angulada em top-spin, foi mais do que suficiente para desfeitear David Ferrer com os parciais de 6-1 e 6-4.


sábado, 23 de março de 2013

Clifford Brown



É difícil imaginar um génio do jazz poder ter sido na sua juventude o melhor menino na terra, um aluno aplicado e um filho obediente assim como um tímido tão determinado quanto despretensioso. Em suma: um modelo de equilíbrio e clareza. Mas existiu e chamava-se Benjamin Clifford Brown. Tocava trompete, muito, mas muito melhor do que quase todos os seus rivais. Tinha 25 anos, quando um desses acidentes de carro que continuavam a ensanguentar as estradas da América termina abruptamente a sua carreira meteórica que, apesar de muito breve, evidenciou-se com um brilho excepcional.

Com apenas quatro anos de obra gravada, de março de 1952 até pouco antes da sua morte, em junho de 1956, Clifford entrou para a história do jazz como o trompetista de segunda geração que melhor assimilou as lições de Dizzy Gillespie, Fats Navarro e Miles Davis, sintetizando-as numa linguagem melódica própria, apoiada numa técnica primorosa.


Do album Clifford Brown Memorial Album, Brownie Eyes (1953), pelo Sexteto Clifford Brown.



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Erasmus na Universidade do Porto




Dados da Reitoria da Universidade do Porto, sobre o número de estudantes estrangeiros inscritos naquela universidade, dão conta de 3708 alunos que não são portugueses, o que representa uma comunidade académica de 12 por cento, percentagem nunca vista. Os alunos são oriundos de 111 países, sendo que uma grande parte está inserida no programa Erasmus.

A Universidade do Porto (UP) guarda uma verdadeira comunidade de estudantes estrangeiros, que já representam cerca de 12 por cento do total de alunos daquela instituição, segundo números divulgados pela reitoria.

Do total dos 32 mil alunos inscritos na UP, 3708 são de nacionalidade estrangeira, o que representa um recorde histórico na instituição, que conta com 111 nacionalidades distintas, na sua comunidade académica.

Uma grande percentagem dos estudantes estrangeiros que frequentam aquela universidade está inserida no programa Erasmus, de intercâmbio entre países. São 1862 ao abrigo deste programa de mobilidade, entre estudantes e investigadores.

Match for Africa

Já imaginou ver o Cristiano Ronaldo a passear calmamente pelas "Las Ramblas" de Barcelona, acompanhado de Leonel Messi, a servir de gentil anfitrião do jogador português?

Talvez já tenha imaginado, mas não sei se alguma vez vai ver essa cena...

Mas se pretender ver esta cena nas ruas de Zurique, com os mesmos personagens, a mesma rivalidade, a mesma fama e uma única diferença... veja o vídeo que se segue, tudo pelas Crianças de África.